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03 maio 2008

Exercícios Interpretação de Texto

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TEXTO.


A Filosofia teve origem na tentativa humana de escapar para um mundo em que nada mudasse. Platão,

fundador dessa área da cultura que hoje chamamos Filosofia, supunha que a diferença entre o passado e o futuro seria mínima.

Foi somente quando começaram a levar a História e o tempo a sério que os filósofos colocaram suas esperanças quanto ao futuro deste mundo no lugar antes ocupado por seu desejo de conhecer um outro mundo.

A tentativa de levar o tempo a sério começou com Hegel, que formulou explicitamente suas dúvidas

quanto à tentativa platônica de escapar do tempo e mesmo quanto ao esforço de Kant em achar condições

a-históricas de possibilidade de fenômenos temporais. A Filosofia distanciou-se da questão "O que somos?"

para focalizar "O que poderíamos vir a ser?"


1. Assinale a opção concordante com as idéias do texto.


A. Platão não só foi o filósofo que superou as formulações de Hegel e Kant relativas aos fenômenos temporais como foi o que cogitou na idéia de futuro.

B. Inicialmente, em suas origens, a Filosofia se interessou pelas condições não-históricas das transformações temporais a que os seres humanos se sujeitam.

C. Os filósofos sempre se preocuparam prioritariamente com a questão da passagem do tempo e das conseqüentes mudanças históricas.

D. Hegel inaugurou, na Filosofia, as cogitações relativas ao tempo e às condições históricas dos fenômenos temporais.

E. A Filosofia nasceu marcada pelo interesse do homem em sondar as suas próprias possibilidades de transformação e mudança no tempo e na História.


TEXTO.


Quando a justiça entra em conflito com a lealdade, essa última geralmente leva a melhor. Muitos de nós alimentamos e protegemos nossas famílias antes de podermos pensar nas necessidades de nossos vizinhos. Muitos de nós estamos muito mais interessados no bem-estar dos nossos compatriotas do que na situação das pessoas do outro lado do mundo.

2. Em relação às idéias do texto, assinale a opção incorreta.


(A) O senso de justiça entre indivíduos de povos diferentes é superior à lealdade que se dispensa aos familiares mais próximo.

(B) A lealdade geralmente prevalece sobre a justiça quando há conflito entre as duas forças.

(C) O pensamento relativo às necessidades dos nossos conhecidos é secundário em relação às preocupações com os familiares.

(D) O interesse pelas causas nacionais é prioritário em relação aos contextos do exterior.

(E) A solidariedade entre pessoas de uma mesma nacionalidade sobrepõe-se à solidariedade para com povos estrangeiros.


TEXTO.


Prever o futuro é tão arriscado que, podendo sempre errar, é preferível errar pelo otimismo. E há boas razões para ser otimista quanto à democracia. Nos últimos 20 anos, dobrou ou triplicou o número de pessoas que não vivem em ditadura. Talvez seja demais chamar Ucrânia ou El Salvador hoje de Estados democráticos, mas certamente há bem mais liberdade nesses países ou no Brasil, após a queda do comunismo e das ditaduras apoiadas pelo primeiro mundo, do que havia em 1980. A conjuntura mundial torna difícil o cenário usual, que era a rigorosa repressão ante o avanço de reivindicações populares.


3. Em relação ao texto, assinale a opção correta.


a) Pode-se inferir do texto que atualmente não há clima favorável à repressão de movimentos populares.

b) Até há pouco tempo não havia restrições às demandas e reivindicações de segmentos insatisfeitos da sociedade.

c) A expressão “tão arriscado que” pode ser substituída por tão arriscado quanto sem prejuízo para a correção do texto.

d) Se a palavra “certamente” vier entre vírgulas o texto transgride as normas de pontuação.

e) A vírgula após “usual” indica que a oração a seguir é restritiva.


TEXTO.


O quadro geral de apaziguamento abre espaço para a expansão da democracia. Mas resta muito por fazer. Mais que tudo, é preciso desenvolver a idéia de que a democracia não é só um regime político, mas um regime de vida. Quer dizer que o mundo dos afetos deve ser democratizado. É preciso democratizar o amor, seja paternal ou filial; a amizade; o contato com o desconhecido: tudo o que na modernidade fez parte da vida privada. É preciso democratizar as relações de trabalho, hoje tuteladas pela propriedade privada. A democracia só vai se consolidar, o que pode tardar décadas, quando passar das instituições eleitorais para a vida cotidiana. É claro que isso significa mudar, e muito, o que significa democracia. Cada vez mais ela terá a ver com o respeito ao outro.


4. Assinale a opção que está em desacordo com as idéias do texto.

a) A noção de regime político é mais restrita que a noção de regime de vida.

b) Pode-se inferir que as relações de trabalho tuteladas pela propriedade privada não são suficientemente democráticas.

c) A proposta de ampliação do conceito de democracia transcende as questões públicas e políticas e invade o universo individual e privado.

d) A consolidação da democracia tem como condição a abrangência das questões da vida cotidiana.

e) A mudança do conceito de democracia é uma transformação que está ocorrendo na sociedade e seus resultados serão vistos brevemente.


TEXTO.


Na pesquisa para avaliar a gestão nas empresas em relação à qualidade no setor de software, foram considerados os seguintes fatores: a elaboração de planos estratégicos, a inclusão de metas consistentes, a coleta de indicadores precisos, a contabilidade adequada de custos, a implantação de programas de qualidade total e a certificação dos sistemas.

O relacionamento das empresas com seus empregados foi acompanhado a partir de aspectos da participação dos mesmos na solução de problemas, sua satisfação e oportunidades de aperfeiçoamento profissional. O relacionamento com o mercado era avaliado considerando-se a realização de pesquisas de expectativa e de satisfação junto aos clientes; a existência de estruturas de atendimento; a resolução de reclamações e o uso desses tipos de dados na revisão de projetos ou na especificação de novos produtos e serviços.

Procedimentos específicos para qualidade em software foram medidos por indicadores referentes à adoção de métodos de engenharia para prevenção ou detecção de defeitos, à utilização de ferramentas automatizadas de desenvolvimento e ao tipo de documentação adotada. Adicionalmente, todo um conjunto de aspectos foi levantado vi¬sando à caracterização das empresas e do software desenvolvido no Brasil.


5. Em relação ao texto, assinale a opção correta.

a) As escolhas sintáticas e lexicais do texto são apropriadas para um texto de relatório.

b) Para que a pontuação do texto se torne correta é necessário substituir as quatro vírgulas após o sinal de dois pontos por sinais de ponto e vírgula.

c) O uso da voz passiva em “foi acompanhado” tem o efeito estilístico de explicitar e reforçar o papel do agente da ação.

d) Em “O relacionamento com o mercado era avaliado”, a transformação da voz passiva analítica para sintética corresponde a: Avaliou-se o relacionamento com o mercado.

e) O uso do pretérito indica que a pesquisa a que o texto se refere está em andamento.


TEXTO.


O mundo é grande

O mundo é grande e cabe

Nesta janela sobre o mar.

O mar é grande e cabe

Na cama e no colchão de amar.

O amor é grande e cabe

No breve espaço de beijar.


6. Neste poema, o poeta realizou uma opção estilística: a reiteração de determinadas construções e expressões lingüísticas, como o uso da mesma conjunção para estabelecer a relação entre as frases. Essa conjunção estabelece, entre as idéias relacionadas, um sentido de:


(A) oposição.

(B) comparação.

(C) conclusão.

(D) alternância.

(E) finalidade.


TEXTO.


Oh! Que saudades

Do luar da minha terra

Lá na serra branquejando

Folhas secas pelo chão

Este luar cá de cidade

Tão escuro não tem aquela saudade

Do luar lá do sertão!


7. Os versos acima ilustram características do Arcadismo:


a) exaltação à natureza da terra natal.

b) declarada contenção dos sentimentos.

c) expressão de sentimentos universais.

d) volta ao passado para escapar das agruras do presente.

e) oposição entre o campo e a cidade.


TEXTOS.


I – “A parança que foi ¾ conforme estou vivo lembrado ¾ numa vereda sem nome nem fama, corguinho deitado demais, de água muito simplificada.”

II – “...penetrar no universo do grande sertão é trilhar as veredas da poesia e, com Riobaldo, propor-se grandes questionamentos.”

III – “Após a batalha, os jagunços pararam para descansar num curso d’águaorlado de buritis.”


8. Observando as relações entre as expressões grifadas, é correto afirmar que ocorre:

a) homonímia entre I e II e antonímia entre I e III.

b) polissemia entre I e II e sinonímia entre I e III.

c) paronímia entre I e II e homonímia entre I e III.

d) homonímia entre I e II e sinonímia entre II e III.


TEXTO.


Leia o excerto abaixo extraído de uma suposta entrevista com Riobaldo, personagem de Grande sertão: veredas.

“Mire e veja o leitor e a leitora: se não houvesse Brasil, não haveria ‘Grande sertão: veredas’, não haveria Riobaldo. Deviam ter pensado que pelo menos para isso serviu. E o resto é silêncio. Ou melhor, mais uma pergunta senhor Riobaldo. O que é silêncio?

R ¾ O senhor sabe o que o silêncio é? É a gente mesmo, demais.”

(Alberto Pompeu de Toledo, Veja).


9. No trecho acima, predominam as seguintes funções da linguagem:


a) poética e fática.

b) fática e conativa.

c) expressiva e poética.

d) conativa e metalingüística.


TEXTOS.


Leia as observações abaixo a respeito de Grande sertão veredas.


I – A história é narrada, durante três dias, a alguém culto, que toma notas, mas que não aparece explicitamente no corpo da narrativa. As falas desse homem da cidade não são reproduzidas no livro. Sabemos de suas intervenções somente por meio das respostas de Riobaldo.
II – Como se trata da longa fala de um fazendeiro do noroeste de Minas Gerais, que foi jagunço e não teve muito estudo, a linguagem do livro é marcada por expressões típicas do lugar em que vive o narrador-perso-nagem, por provérbios e exemplos tirados do seu cotidiano rural.

III – Quanto à estruturação do romance, não há divisão em capítulos. O início se dá com um travessão, marcando a fala de um personagem ¾ Riobaldo ¾fala essa que só é interrompida quando ele acaba de contar a história.

IV – As histórias contadas por Riobaldo desenrolam-se no sertão, o espaço síntese onde as ações humanas são refletidas. Nele, cada rio, cada vereda, cada árvore ou pássaro, sem deixarem de pertencer ao mundo natural, mantêm profunda correspondência com a esfera humana. Daí a preocupação do autor com uma delimitação geográfica precisa, que o mantém fiel aos nomes de rios e cidades existentes na região.


10. Com relação ao romance de Guimarães Rosa, estão corretas as assertivas:


a) I e IV.

b) I, II e III.

c) I, III e IV.

d) II, III e IV.


TEXTO.


“E Maria Mutema, sozinha em pé, torta magra de preto, deu um gemido de lágrimas e exclamação, berro de corpo que faca estraçalha. Pediu perdão! Perdão forte, perdão de fogo, que da dura bondade de Deus baixasse nela, em dores de urgência, antes de qualquer hora de nossa morte. E rompeu fala, por entre prantos, ali mesmo, a fim de perdão de todos também, se confessava.”


11. Nesse episódio de Grande sertão: veredas, Maria Mutema confessa ter:

a) assassinado o marido e provocado a morte do vigário.

b) despejado chumbo derretido no ouvido do vigário, enquanto este dormia.

c) matado o marido de desgosto ao confessar seu amor pelo vigário.

d) mantido um relacionamento pecaminoso com o finado vigário, com o qual teve três filhos.


TEXTO.

O GRANDE AMOR.
Tom Jobim e Vinícius de Moraes.


Haja o que houver

Há sempre um homem para uma mulher

E há de sempre haver

Para esquecer um falso amor

E uma vontade de morrer

Seja como for

Há de vencer o grande amor

Que há de ser no coração

Como um perdão para quem chorou.


12. Sobre o texto acima, é correto afirmar que:


a) possui interdependência entre elementos argumentativos e descritivos, os quais são transformados em poesia.

b) narra, poeticamente, a história de um personagem que conseguiu esquecer um falso amor quando encontrou um grande amor.

c) apresenta um narrador que expõe seu ponto de vista sobre o relacionamento amoroso, usando o procedimento de auto-referência.

d) expressa a idéia, por meio de elementos discursivos, arranjados numa linguagem poética-argumentativa, de que o verdadeiro amor sempre vence.


TEXTO.


“Oxímoro (ou paradoxo) é uma construção textual que agrupa significados que se excluem mutuamente. Para Garfield, a frase de saudação de Jon expressa o maior de todos os oxímoros”.


13. Nas alternativas abaixo, estão transcritos versos retirados do poema "O operário em construção". Pode-se afirmar que ocorre um oxímoro em:


(A) "Era ele que erguia casas

Onde antes só havia chão."

(B) "...a casa que ele fazia

Sendo a sua liberdade

Era a sua escravidão."

(C) "Naquela casa vazia

Que ele mesmo levantara

Um mundo novo nascia

De que sequer suspeitava."

(D) "... o operário faz a coisa

E a coisa faz o operário."

(E) "Ele, um humilde operário

Um operário que sabia Exercer a profissão."


(Vinícius de MORAES. Antologia Poética. São Paulo: Companhia das Letras, 1992).


TEXTO.


"Os progressos da medicina condicionaram a sobrevivência de número cada vez maior de indivíduos com constituições genéticas que só permitem o bem-estar quando seus efeitos são devidamente controlados através de drogas ou procedimentos terapêuticos. São exemplos os diabéticos e os hemofílicos, que só sobrevivem e levam vida relativamente normal ao receberem suplementação de insulina ou do fator VIII da coagulação sanguínea".


14. Essas afirmações apontam para aspectos importantes que podem ser relacionados à evolução humana. Pode-se afirmar que, nos termos do texto:


(A) os avanços da medicina minimizam os efeitos da seleção natural sobre as populações.

(B) os usos da insulina e do fator VIII da coagulação sanguínea funcionam como agentes modificadores do genoma humano.

(C) as drogas medicamentosas impedem a transferência do material genético defeituoso ao longo das gerações.

(D) os procedimentos terapêuticos normalizam o genótipo dos hemofílicos e diabéticos.

(E) as intervenções realizadas pela medicina interrompem a evolução biológica do ser humano.


TEXTO.


Cortando fronteiras com capital e tecnologia, as multinacionais otimizam mercados, recursos naturais e políticos em escala mundial. Uma nova forma de acumular lucros, uma nova divisão internacional do trabalho.


15. A nova divisão internacional do trabalho apresentada no texto tem como causa a seguinte atuação das multinacionais:


a) aplicação de capitais em atividades agropastoris nos países periféricos.

b) implantação de filiais em países de mão-de-obra barata.

c) participação em mais de um ramo de atividade.

d) importação de matérias-primas do Terceiro Mundo.

e) exploração de novas fontes de energia.


TEXTO.


No trecho abaixo, o narrador, ao descrever a personagem, critica sutilmente um outro estilo de época: o romantismo.


"Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos; era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça, e, com certeza a mais voluntariosa. Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza, entre as mocinhas do tempo, porque isto não é romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas; mas também não digo que lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha, não. Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, que o indivíduo passa a outro indivíduo, para fins secretos da criação."


16. A frase do texto em que se percebe a crítica do narrador ao romantismo está transcrita na alternativa:


a) ...o autor sobredoura a realidade e fecha oa solhos às sardas e espinhas...

b) ...era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça ...

c) Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, ...

d) Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos...

e) ...o indivíduo passa a outro indivíduo, para fins secretos da criação.


TEXTOS.


Rui Guerra e Chico Buarque de Holanda escreveram uma peça para teatro chamada Calabar, pondo em dúvida a reputação de traidor que foi atribuída a Calabar, pernambucano que ajudou decisivamente os holandeses na invasão do Nordeste brasileiro, em 1632.

-Calabar traiu o Brasil que ainda não existia? Traiu Portugal, nação que explorava a colônia onde Calabar havia nascido? Calabar, mulato em uma sociedade escravista e discriminatória, traiu a elite branca?


Os textos referem-se também a esta personagem.

Texto I: " ... dos males que causou à Pátria, a História, a inflexível História, lhe chamará infiel, desertor e traidor, por todos os séculos. "

Texto II: "Sertanista experimentado, em 1627 procurava as minas de Belchior Dias com a gente da Casa da Torre; ajudara Matias de Albuquerque na defesa do Arraial, onde fora ferido, e desertara em conseqüência de vários crimes praticados..." (os crimes referidos são o de contrabando e roubo).


17. Pode-se afirmar que:


a) A peça e os textos abordam a temática de maneira parcial e chegam às mesmas conclusões.

b) A peça e o texto I refletem uma postura tolerante com relação à suposta traição de Calabar, e o texto II mostra uma atitude contrária à atitude de Calabar.

c) Os textos I e II mostram uma posição contrária à atitude de Calabar, e a peça demonstra uma posição indiferente em relação ao seu suposto ato de traição.

d) A peça e o texto II são neutros com relação à suposta traição de Calabar, ao contrário do texto I, que condena a atitude de Calabar.

e) A peça questiona a validade da reputação de traidor que o texto I atribui a Calabar, enquanto o texto II descreve ações positivas e negativas dessa personagem.


TEXTO.


Tu só, tu, puro amor, com força crua

Que os corações humanos tanto obriga,

Deste causa à molesta morte sua,

Como se fora pérfida inimiga.

Se dizem, fero Amor, que a sede tua

Nem com lágrimas tristes se mitiga,

É porque queres, áspero e tirano,

Tuas aras banhar em sangue humano.

Estavas, linda Inês, posta em sossego

De teus anos colhendo

Naquele engano da alma ledo e cego,

Que a fortuna não deixa durar

Nos saudosos campos do Mondego,

De teus fermosos olhos

Aos montes ensinando e às ervinhas,

O nome que no peito escrito tinhas.


18. Os Lusíadas, obra de Camões, exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa, entretanto oferecem momentos em que o lirismo se expande, humanizando os versos. O episódio de Inês de Castro, do qual o trecho acima faz parte, é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. Desse episódio, como um todo, pode afirmar-se que seu núcleo central:


a) personifica e exalta o Amor, mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês.

b) celebra os amores secretos de Inês e de D. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos.

c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro, legítima herdeira do trono de Portugal.

d) retrata a beleza de Inês, posta em sossego, ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha.

e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português.


TEXTO.


O franciscano Roger Bacon foi condenado, entre 1277 e 1279, por dirigir ataques aos teólogos, por uma suposta crença na alquimia, na astrologia e no método experimental, e também por introduzir, no ensino, as idéias de Aristóteles. Em 1260, Roger Bacon escreveu:


"Pode ser que se fabriquem máquinas graças às quais os maiores navios, dirigidos por um único homem, se desloquem mais depressa do que se fossem cheios de remadores; que se construam carros que avancem a uma velocidade incrível sem a ajuda de animais; que se fabriquem máquinas voadoras nas quais um homem (...) bata o ar com asas como um pássaro. (...) Máquinas que permitam ir ao fundo dos mares e dos rios"


19. Considerando a dinâmica do processo histórico, pode-se afirmar que as idéias de Roger Bacon:

(A) inseriam-se plenamente no espírito da Idade Média ao privilegiarem a crença em Deus como o principal meio para antecipar as descobertas da humanidade.

(B) estavam em atraso com relação ao seu tempo ao desconsiderarem os instrumentos intelectuais oferecidos pela Igreja para o avanço científico da humanidade.

(C) opunham-se ao desencadeamento da Primeira Revolução Industrial, ao rejeitarem a aplicação da matemática e do método experimental nas invenções industriais.

(D) eram fundamentalmente voltadas para o passado, pois não apenas seguiam Aristóteles, como também baseavam-se na tradição e na teologia.

(E) inseriam-se num movimento que convergiria mais tarde para o Renascimento, ao contemplarem a possibilidade de o ser humano controlar a natureza por meio das invenções.


TEXTO.


Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.

Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada, sete horas de chumbo.

(…).

O rumor crescia, condensando-se; o zunzum de todos os dias acentuava-se; já se não destacavam vozes dispersas, mas um só ruído compacto que enchia todo o cortiço. Começavam a fazer compras na venda; ensarilhavam-se discussões e rezingas; ouviam-se gargalhadas e pragas; já se não falava, gritava-se. Sentia-se naquela fermentação sangüínea, naquela gula viçosa de plantas rasteiras que mergulham os pés vigorosos na lama preta e nutriente da vida, o prazer animal de existir, a triunfante satisfação de respirar sobre a terra.


20. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma possível leitura do fragmento citado:


a) No texto, o narrador enfatiza a força do coletivo. Todo o cortiço é apresentado como um personagem que, aos poucos, acorda como uma colméia humana.

b) O texto apresenta um dinamismo descritivo, ao enfatizar os elementos visuais, olfativos e auditivos.

c) O discurso naturalista de Aluísio Azevedo enfatiza nos personagens de O Cortiço o aspecto animalesco, “rasteiro” do ser humano, mas também a sua vitalidade e energia naturais, oriundas do prazer de existir.

d) Através da descrição do despertar do cortiço, o narrador apresenta os elementos introspectivos dos personagens, procurando criar correspondências entre o mundo físico e o metafísico.

e) Observa-se, no discurso de Aluísio Azevedo, pela constante utilização de metáforas e sinestesias, uma preocupação em apresentar elementos descritivos que comprovem a sua tese determinista.


TEXTO.

O trecho a seguir é parte do poema "Mocidade e morte", do poeta romântico Castro Alves:


Oh! eu quero viver, beber perfumes Na flor silvestre, que embalsama os ares;

Ver minh´alma adejar pelo infinito,

Qual branca vela n´amplidão dos mares.

No seio da mulher há tanto aroma...

Nos seus beijos de fogo há tanta vida...

- Árabe errante, vou dormir à tarde

À sombra fresca da palmeira erguida.

Mas uma voz responde-me sombria:

Terás o sono sob a lájea fria.


21. Esse poema, como o próprio título sugere, aborda o inconformismo do poeta com a antevisão da morte prematura, ainda na juventude. A imagem da morte aparece na palavra:


(A) embalsama.

(B) infinito.

(C) amplidão.

(D) dormir.

(E) sono.


TEXTO.


PSICOLOGIA DE UM VENCIDO.

Eu, filho do carbono e do amoníaco,

Monstro de escuridão e rutilância,

Sofro, desde a epigênesis da infância,

A influência má dos signos do zodíaco.

Profundissimamente hipocondríaco,

Este ambiente me causa repugnância…

Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia

Que se escapa da boca de um cardíaco.

Já o verme — este operário das ruínas —

Que o sangue podre das carnificinas

Come, e à vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,

E há-de deixar-me apenas os cabelos,

Na frialdade inorgânica da terra!


22. A partir desse soneto, é correto afirmar:


I. Ao se definir como filho do carbono e do amoníaco, o eu lírico desce ao limite inferior da materialidade biológica pois, pensando em termos de átomos (carbono) e moléculas (amoníaco), que são estudados pela Química, constata-se uma dimensão onde não existe qualquer resquício de alma ou de espírito.

II. O amoníaco, no soneto, é uma metáfora de alma, pois, segundo o eu lírico, o homem é composto de corpo (carbono) e alma (amoníaco) e, no fim da vida, o corpo (orgânico) acaba, apodrece, enquanto a alma (inorgânica) mantém-se intacta.

III. O soneto principia descrevendo as origens da vida e termina descrevendo o destino final do ser humano; retrata o ciclo da vida e da morte, permeado de dor, de sofrimento e da presença constante e ameaçadora da morte inevitável.


Está(ão) correta(s):


a) apenas II.

b) apenas III.

c) apenas I e II.

d) apenas I e III.

e) apenas II e III.


TEXTO.


No trecho abaixo, o narrador, ao descrever a personagem, critica sutilmente um outro estilo de época: o romantismo.

"Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos; era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça, e, com certeza, a mais voluntariosa. Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza, entre as mocinhas do tempo, porque isto não é romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas; mas também não digo que lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha, não. Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, que o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação."


23. A frase do texto em que se percebe a crítica do narrador ao romantismo está transcrita na alternativa:


(A) ... o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas...

(B) ... era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça ...

(C) Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, ...

(D) Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos ...

(E) ... o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação.


TEXTO.


O trecho abaixo é parte do último capítulo de Dom Casmurro, de Machado de Assis.

O resto é saber se a Capitu da Praia da Glória já estava dentro da de Mata-cavalos, ou se esta foi mudada naquela por efeito de algum caso incidente. Jesus, filho de Sirach, se soubesse dos meus primeiros ciúmes, dir-me-ia, como no seu cap. IX, vers. I: “Não tenhas ciúmes de tua mulher para que ela não se meta a enganar-te com a malícia que aprender de ti”. Mas eu creio que não, e tu concordarás comigo; se te lembras bem da Capitu menina, hás de reconhecer que uma estava dentro da outra, como a fruta dentro da casca.


24. Invocando aqui a memória e o testemunho do leitor de sua história, o narrador arremata a narrativa:


a) lembrando que os ciúmes de Bentinho por Capitu poderiam perfeitamente ser injustificáveis.

b) concluindo que a única explicação para a traição de Capitu é a força caprichosa de circunstâncias acidentais.

c) citando uma passagem da Bíblia, à luz da qual acaba admitindo a possibilidade da inocência de Capitu.

d) pretendendo que a personalidade de Capitu tenha se desenvolvido de modo a cumprir uma natural inclinação.

e) se mostra reticente quanto à convicção de que fora traído, sugerindo que continuará ponderando os fatos.


TEXTOS.


Os textos referem-se à integração do índio à chamada civilização brasileira.

I - "Mais uma vez, nós, os povos indígenas, somos vítimas de um pensamento que separa e que tenta nos eliminar cultural, social e até fisicamente. A justificativa é a de que somos apenas 250 mil pessoas e o Brasil não pode suportar esse ônus.(...) É preciso congelar essas idéias colonizadoras, porque elas são irreais e hipócritas e também genocidas.(...) Nós, índios, queremos falar, mas queremos ser escutados na nossa língua, nos nossos costumes."

II - "O Brasil não terá índios no final do século XXI (...) E por que isso? Pela razão muito simples que consiste no fato de o índio brasileiro não ser distinto das demais comunidades primitivas que existiram no mundo. A história não é outra coisa senão um processo civilizatório, que conduz o homem, por conta própria ou por difusão da cultura, a passar do paleolítico ao neolítico e do neolítico a um estágio civilizatório."


25. Pode-se afirmar, segundo os textos, que:


(A) tanto Terena quanto Jaguaribe propõem idéias inadequadas, pois o primeiro deseja a aculturação feita pela "civilização branca", e o segundo, o confinamento de tribos.

(B) Terena quer transformar o Brasil numa terra só de índios, pois pretende mudar até mesmo a língua do país, enquanto a idéia de Jaguaribe é anticonstitucional, pois fere o direito à identidade cultural dos índios.

(C) Terena compreende que a melhor solução é que os brancos aprendam a língua tupi para entender melhor o que dizem os índios. Jaguaribe é de opinião que, até o final do século XXI, seja feita uma limpeza étnica no Brasil.

(D) Terena defende que a sociedade brasileira deve respeitar a cultura dos índios e Jaguaribe acredita na inevitabilidade do processo de aculturação dos índios e de sua incorporação à sociedade brasileira.

(E) Terena propõe que a integração indígena deve ser lenta, gradativa e progressiva, e Jaguaribe propõe que essa integração resulte de decisão autônoma das comunidades indígenas.


TEXTO.


Fragmento I.

Pálida à luz da lâmpada sombria,

Sobre o leito de flores reclinada,

Como a lua por noite embalsamada,

Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar na escuma fria

Pela maré das águas embalada!

Era um anjo entre nuvens d’alvorada

Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Fragmento II.

É ela! é ela! — murmurei tremendo,

E o eco ao longe murmurou — é ela!

Eu a vi — minha fada aérea e pura —

A minha lavadeira na janela!

(…)

Esta noite eu ousei mais atrevido

Nas telhas que estalavam nos meus passos

Ir espiar seu venturoso sono,

Vê-la mais bela de Morfeu nos braços!

Como dormia! que profundo sono!…

Tinha na mão o ferro do engomado…

Como roncava maviosa e pura!…

Quase caí na rua desmaiado!

(…)

É ela! é ela! — repeti tremendo;

Mas cantou nesse instante uma coruja…

Abri cioso a página secreta…

Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!


26. Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. Comparando os dois fragmentos, podemos afirmar que:


a) no primeiro, manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes.

b) no segundo, apesar de haver um tom de humor e sátira, não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso.

c) no primeiro, o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado.

d) no segundo, o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano, porém, atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento.

e) no segundo, ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja, o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento.


TEXTO.


Leia o texto abaixo, extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida.

“Desta vez porém Luizinha e Leonardo, não é dizer que vieram de braço, como este último tinha querido quando foram para o Campo, foram mais adiante do que isso, vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo.”


27. Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto.

I. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor.

II. O narrador, por saber quem é Leonardo, põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções.

III. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance.

Quais estão corretas?


a) Apenas I.

b) Apenas II.

c) Apenas III.

d) Apenas II e III.

e) I, II e III.


TEXTO.


Leia o trecho abaixo, do conto “Um homem célebre”.

“A fama do Pestana dera-lhe definitivamente o primeiro lugar entre os compositores de polcas; mas o primeiro lugar da aldeia não contentava a este César, que continuava a preferir-lhe, não o segundo, mas o centésimo em Roma.”


28. Assinale a resposta correta, tendo em perspectiva o conto referido.


a) O narrador insinua que Pestana aspira a compor uma obra clássica.

b) A alusão metafórica a César aponta para o anseio de poder político da personagem.

c) Preferir o centésimo lugar em Roma significa o desejo da personagem de residir naquela cidade.

d) Ter obtido “o primeiro lugar entre os compositores de polcas” corresponde ao ideal artístico de Pestana.

e) A identificação com César remete a uma sintonia de Pestana com os ideais imperialistas.


TEXTO.


“(…) esta aparência de cansaço ilude. Nada é mais surpreendedor do que vê-la desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam-se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias adormecidas. O homem transfigura-se.”


29. Assinale a frase que, retirada de Os sertões, sintetiza o trecho citado.


a) “é o homem permanentemente fatigado”.

b) “o sertanejo é, antes de tudo, um forte”.

c) “a raça forte não destrói a fraca pelas armas, esmaga-a pela civilização”.

d) “Reflete a preguiça invencível (…) em tudo”.

e) “a sua religião é como ele — mestiça”.


TEXTO.


“(…) Estou me enganando, preciso voltar. Não sinto loucura no desejo de morder estrelas, mas ainda existe a terra. É porque a primeira verdade está na terra e no corpo. Se o brilho da estrela dói em mim, se é possível essa comunicação distante, é que alguma coisa quase semelhante a uma estrela tremula dentro de mim. Eis-me de volta ao corpo. Voltar ao meu corpo. Quando me surpreendo ao fundo do espelho assusto-me. Mal posso acreditar que tenho limites, que sou recortada e definida. Sinto-me espalhada no ar, pensando dentro das criaturas, vivendo nas coisas além de mim mesma. Quando me surpreendo ao espelho não me assusto porque me ache feia ou bonita. É que me descubro de outra qualidade. Depois de não me ver há muito quase esqueço que sou humana, esqueço meu passado e sou com a mesma libertação de fim e de consciência quanto uma coisa apenas viva. (…)”


30. Assinale, entre as alternativas a seguir, aquela em que todos os itens se destacam em toda a obra de Clarice Lispector.


a) Prosa intimista; busca da essência das coisas; os fatos em si importam menos do que a repercussão dos fatos no indivíduo.

b) Prosa poética; busca da essência das coisas; os fatos em si importam mais do que a repercussão dos fatos no indivíduo.

c) Prosa intimista; busca da essência das coisas; forte pessimismo.

d) Prosa poética; engajamento religioso; intimismo.

e) Prosa intimista; idealismo regionalista; os fatos em si importam menos do que a repercussão dos fatos no indivíduo.


TEXTO.


Eis que de repente vejo que não sei nada. O gume de minha faca está ficando cego? Parece-me que o mais provável é que não entendo porque o que vejo agora é difícil; estou entrando sorrateiramente em contato com uma realidade nova para mim e que ainda não tem pensamentos correspondentes e muito menos ainda alguma palavra que a signifique. É mais uma sensação atrás do pensamento.


31. Neste trecho de Clarice Lispector, expõe-se uma convicção muitas vezes determinante para seu modo de produção ficcional:


a) o ato de narrar persegue a revelação de coisas essenciais que desafiam a expressão.

b) a narrativa deve registrar fielmente as ações sobre as quais o narrador se debruça.

c) às idéias mais claras e cortantes devem corresponder as palavras mais simples.

d) toda história tem que determinar por si mesma o movimento natural das palavras.

e) só se pode encontrar uma nova realidade quando se está liberto das puras sensações.


TEXTO.


Leia estes trechos:


I. Dizem-se, estórias. Assim mesmo, no tredo estado em que tacteia, privo, mal-existente, o que é, cabidamente, é o filho tal-pai-tal; o “cão”, também, na prática verdade.

II. O pecurrucho tinha cabeça chata e Macunaíma inda a achatava mais batendo nela todos os dias e falando pro guri:

— Meu filho, cresce depressa pra você ir pra São Paulo ganhar muito dinheiro.


32. Com base nessa leitura, é INCORRETO afirmar que os dois trechos:


a) assinalam a semelhança indiscutível entre pai e filho.

b) reescrevem, à sua maneira, ditados e expressões populares.

c) referem-se a situações que envolvem pai e filho.

d) utilizam a linguagem coloquial do povo brasileiro.


TEXTO.


Chega! Meus olhos brasileiros se fecham saudosos. Minha boca procura a “Canção do Exílio”. Como era mesmo a “Canção do Exílio”? Eu tão esquecido de minha terra… Ai terra que tem palmeiras onde canta o sabiá!


33. Neste excerto, a citação e a presença de trechos... constituem um caso de...


a) do famoso poema de Álvares de Azevedo / discurso indireto.

b) da conhecida canção de Noel Rosa / paródia.

c) do célebre poema de Gonçalves Dias / intertextualidade.

d) da célebre composição de Villa-Lobos / ironia.

e) do famoso poema de Mário de Andrade / metalinguagem.


TEXTO.


Decerto a gente daqui jamais envelhece aos trinta nem sabe da morte em vida, vida em morte, severina.


34. Neste excerto, a personagem do “retirante” exprime uma concepção da “morte e vida severina”, idéia central da obra, que aparece em seu próprio título. Tal como foi expressa no excerto, essa concepção só NÃO encontra correspondência em:


a) “morre gente que nem vivia”.

b) “meu próprio enterro eu seguia”.

c) “o enterro espera na porta.

o morto ainda está com vida”.

d) “vêm é seguindo seu próprio enterro”.

e) “essa foi morte morrida ou foi matada?”.


TEXTO.


“Olho o Tejo, e de tal arte Que me esquece olhar olhando, E súbito isto me bate De encontro ao devaneamento — Que é ser — rio, e correr? O que é está-lo eu a ver?”


35. As relações entre o homem e a natureza sempre estiveram presentes nas obras literárias. Nos versos acima, de Fernando Pessoa, ortônimo, a visão do rio Tejo produz, no eu-lírico do poema:


a) indiferença, porque não gera nenhuma reflexão.

b) oposição entre a sua alma e a do rio.

c) saudade, visto ter sido o Tejo a porta de saída dos portugueses para as grandes conquistas.

d) integração com a natureza que o leva a refletir sobre a existência e a contemplação do rio.

e) desilusão, porque o homem está matando o rio.


TEXTOS.


I. “Ah, o mundo é quanto nós trazemos. Existe tudo porque existo”.

II. “Da minha pessoa de dentro não tenho noção de realidade. Sei que o mundo existe, mas não sei se existo”.


36. Lendo comparativamente os dois fragmentos, e considerando a proposta poética pessoana, pode-se afirmar que:


a) Tanto em Alberto Caeiro como em Fernando Pessoa “ele mesmo”, o eu é sempre uma identidade “fingida”.

b) Há uma espécie de neo-romantismo em Fernando Pessoa, devido ao centramento no eu.

c) Observa-se uma permanência do naturalismo do século XIX, devido ao naturismo de Caeiro.

d) Em ambos, observa-se uma mesma relação entre o eu e o mundo.


22 comentários:

SÉRGIO SOUZA disse...

BELO TRABALHO, PARABÉNS.

Mari disse...

Está faltando a alternativa "e" na questão 12.

Silvana disse...

Olha, seu trabalho é mais uma copia de algo ja pronto na net..desculpe-me, mas nada aqui é criação sua...vale a intenção, né! abraços e boa sorte

D.L disse...

O meu trabalho é justamente juntar tudo relacionado a vestibular em um único local, para facilitar os estudos,fazendo assim com que quem realmente esteja interessado em realmente estudar não perca tempo com outras pesquisas pois encontrara tudo que precisa aqui!

Renata disse...

Ótimo trabalho... Adorei...

D.L disse...

Obrigado pelos comentários, é bom ver que pessoas estão gostando do meu trabalho.

Anônimo disse...

Como vou responder e ver que esta certo ?
Estou perdido aqui !

Anônimo disse...

Adorei encontrar estes fragmentos de textos com interpretação. Facilita o aluno que estud sozinho.Ele responde, depois confere o gabarito.

Anônimo disse...

Silvana é ridicula, rs primeiro leia o que o portal oferece, depois de sua opinião... Parabéns está ótimo O BLOG.

Anônimo disse...

Realmente o blog está de parabéns, muito obrigado estas a ajudar muito ((:

Anonimo disse...

Parabéns mesmo, continue com isso que é de pessoas como você que precisamos!

Anônimo disse...

gente, to adorando esse blog! Parabéns mesmo hein, demais!

Anônimo disse...

Caro amigo gostaria de informar-lhe que as questões de numero 16 e 23 são as mesmas(estão repetidas).


grato!!!

Anônimo disse...

Nota 10 para o blog \o/

Anônimo disse...

Muito bom o blog, aconselho os jovens que comecem estudar aqui, para prestar os vestibulares assim que começarem o ensino médio, principalmente quem estuda em escolas publicas que não tem um bom ensino e preparação.

Anônimo disse...

Parabéns pelo trabalho está ajudando muita gente.

Anônimo disse...

preciso das respostas

fernando felix disse...

nem tudo está relacionado a interpretação, tem coisas envolvidas a gramáticas, isso requer que o estudante procure em outros site spara responder as perguntas

Bela Dacunha disse...

Olha, estou estudado o segundo modulo ja, estou gostando e aprendendo muito com esse material que ira me ajudar muito para passar no vestibular! Ja repassei para os meus amigos o blog! Obrigada pela ajuda (;

Anônimo disse...

Excelente material, porém senti falta das referências dos textos.

Anônimo disse...

olha o blog realmente é muito produtivo. adorei haha *-* com: edna, fabiane, barbara!

Anônimo disse...

seu trabalho é muito bom ,parabéns

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